Há flores que carregam consigo mais do que um aroma. Carregam história, mistério, mito e sacralidade.
A Lótus Azul, Nymphaea caerulea, foi uma das plantas mais profundamente ligadas à espiritualidade do antigo Egito. Nascida nas águas, ela fecha suas pétalas durante a noite e volta a se abrir diante da luz da manhã. Para os egípcios, esse movimento diário tornou-se imagem do próprio mistério solar: morrer, recolher-se às águas e renascer novamente com o Sol.
Por isso, a Lótus tornou-se símbolo de criação, regeneração e renovação da vida. Representações egípcias associam seu desabrochar ao nascimento diário do Sol e ao instante primordial em que a vida emerge das águas de Nun.
Sua ligação com Nefertum, deus do perfume, da beleza e da flor de Lótus, é uma de suas imagens mais antigas e belas.
Nos Textos das Pirâmides, Nefertum aparece associado à flor junto às narinas de Rá; posteriormente, sua iconografia o mostra coroado pela Lótus, unido ao perfume, à luz nascente e ao princípio de regeneração.
É justamente esse mistério que habita este perfume.
Sua composição recebe o precioso Absoluto de Lótus Azul, uma matéria-prima aromática rara, obtida das flores de Nymphaea caerulea. Aqui, a Lótus não aparece apenas como inspiração simbólica: ela está presente na própria matéria do perfume.
A Lótus Azul é uma planta de purificação, elevação e reorganização interior.
Seu movimento entre as profundezas da água e a abertura solar inspira práticas de limpeza do campo, expansão da percepção e reconexão com nosso próprio centro.
A Lótus nos ensina a retornar.
Retornar às águas quando um ciclo termina.
Permanecer nelas durante o tempo necessário.
E então abrir novamente as pétalas para a luz.
Um perfume para acompanhar os ciclos da vida - travessias, encerramentos, renascimentos e novos inícios.
Uma oferenda à Lótus Azul.
À flor que emerge das águas.
Ao perfume de Nefertum.
Ao Sol que nasce outra vez.